o sorriso da outra
o enterro da culpa...
o sorriso da outra...
como é que se faz pra se chegar no cais
dos mares da tua boca?
No verbo meu destino,
o sorriso da outra.
como é que se faz pra se livrar dos tais
botoes da sua roupa?
o preço da sua vida
sem vestido de noiva
como é que se faz pra se enxergar por trás
dessa armadura louca?
a volta do exilio
e eu sem pensar na outra
me diz como é que faz pra nao querer demais
os beijos da sua boca...?
de tanto me calar pra te servir a mesa...
eu sabado a noite voce segunda feira
de tanto ajoelhar aos pes dessa grandeza
eu bobo na sua corte voce realeza
o enterro da culpa...
o sorriso da outra...
me diz como é que faz pra me livrar dos nós
do laço da sua forca?
No verbo eu sou menino,
o destino me açoita
como é que se faz pra me inspirar nos tais
conselhos dessa louca?
o gosto da sua vida
a poesia é pouca
como é que se faz pra se enxergar por tras
dessa palavra solta?
a volta do auxilio
e eu sem trocar de roupa
me diz como é que faz pra nao querer demais
seus ais a noite toda?
de tanto me calar pra te servir a mesa...
eu sabado a noite, voce segunda feira
de tanto ajoelhar aos pes dessa beleza
eu bobo na sua corte voce realeza
