Sou vítima de um deus
Frágil, temperamental
Que em vez de rezar por mim
Foi dançar
Foi à discoteca de algum lugar
Quis meu disfarce
Viver como um mortal
Como não conseguiu me matar
Deu-me uma visão particular
Espirais de fumaça
Palpito a seu encontro
Sinto o brilho
E quero entrar
Sou vítima de um deus
Rebelde e muito singular
Que por seu desejo fiel
Roubou minha mulher
E a internou num prostíbulo
Que ele administrou como chulo
Um grande senhor
E chego até a confundir
Sua impunidade
Acreditou não saber de nada
Espirais de fumaça
Palpito a seu encontro
Sinto o brilho
E quero entrar
O que me foi dado é meu
E acabou
Não o devolvo
O que me foi dado é meu
E acabou
Não o devolvo
O que me foi dado é meu
E acabou
Não o devolvo
Sou vítima de um deus
Frágil, temperamental
Que em vez de rezar por mim
Foi dançar
Na discoteca de algum lugar